domingo, 24 de janeiro de 2010


E aquele frio lá fora...

Uma atração inevitável me faz ir atrás da brisa fria que entra pela brecha da janela, vou a porta e quando abro, vejo o que me convidava para sair...

A lua está linda, as estrelas brilhando como nunca e o céu convidativo me transmitindo aquela imensa vontade de voar e sentir o vento no meu rosto, acariciando meus cabelos. 
Uma ligação forte me faz ter essa adoração pela noite, gosto de ter comigo a solidão que a noite traz, sentir o frio que ela transmite, mas ter nas estrelas o brilho que passam para meu olhar e com elas o calor que aquece meu coração. 

A lua guarda meus segredos tão secretos quanto meus sentimentos. E todas as noites me encontro olhando para o céu em algum momento e imaginando como seria se quem desejássemos estar por perto, olhasse as estrelas e a lua no momento em que olhássemos também e essa mesma pessoa imaginasse voar até nosso encontro. 

Acho que seria uma sensação gostosa de aconchego ao nos depararmos numa cena as escondidas, onde as únicas testemunhas fossem a lua, as estrelhas e o escuro da noite...
E então vejo um novo brilho...

Seus olhos são lindos...
  

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sol.

Eu nem vejo todas as ondas, todas as somas, todas as frequências...
O que eu vejo ali, bem ali, pertinho, é aquele brilho na cabelo.
Aquele sorriso tranquilizador, aquela paz estonteante.
Aquele servo de alegria que me contagia.
E aquela baforada , aquele sol, aquele clima!
Aqueles fogos de artifício em um dia de plena feira, em um dia de semana...

E aquele brilho dos olhos, inconfundíveis!

Juntos (de novo...)!


J.R.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Desculpas

Às vezes, como quando se quer pedir desculpas por alguma ausência...
Pareço dizer a mim mesmo que faço coisas que depois são levadas pelo tempo maluco daqui. Só para que eu não tenha meu psicológico deveras carregado.
O fato é que isso um dia há de perder o efeito...

J.R.

sábado, 26 de dezembro de 2009


No começo era aquela vontade de inovar, passaram-se os meses e poucas coisas aconteceram, quase não modificaram, só algumas deixaram sua marca. O início sempre deixa aquela vontade de batalhar e temos aquela energia para tentarmos concretizar várias coisas, enfim...

Metade do ano se passou e pouca coisa aconteceu, mas o que é isso? Vamos lá!...Mova-se! Ainda temos a outra metade para mudarmos, sim...

Olha só! Já mudamos em algo, hein? Vemos aqui algumas coisas boas acontecendo, porém, só poderemos concluir isso depois, certo? Então, deixa comigo que eu vou impulsionar essas atividades inacabadas e essas promessas tortas...Vou fazê-las acontecer, ok?

Hmm.. Agora aquele cheirinho bom que sai do forno, as rabanadas prontas para serem devoradas, aquela árvore colorida e com um brilho excepcional, a família reunida ao redor da mesa, a expectativa pra meia noite e a troca de presentes...Ah! O natal! Aquela data linda de reflexão, de bons sentimentos, onde todas as coisas boas estão afloradas. Gostaria que isso acontecesse o ano todo, que pena! Mas teremos outro mais belo no próximo dezembro...

Uma semana depois vem aquela vontade de renovar... Fazemos aquela reflexão do que fizemos e achamos que não fizemos nada. Queremos modificar, fazer alguma coisa diferente, quem sabe mudar o mundo? Ah! Impossível... 

Vou pensar algo melhor, quem sabe...hmm... Já sei, vou deixar tudo como está! Esperar as modificações ocorrerem sozinhas e assim, talvez, eu veja alguma diferença agora. Mas espera um pouco...Não! Não quero ficar nessa mesmice...

Vou fazer algo por mim, o resto é consequência do meu esforço e fruto da minha determinação. As recompensas podem ser boas e más, mas aceitarei todas com resignação...As boas...Que maravilha!!!! As más...Tudo bem, eu tento de novo, caso contrário, obrigada! Aprendi com vocês...O imporante é lutar e não desistir, tudo tem que ser diferente e será! Isso eu garanto! Coisas boas estão por vir...

Por isso, 2009 meu muito obrigado pelas recompensas e pelo aprendizado... Brevemente nos veremos, estou chegando...


Ass: 2010


P.A

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

[...] solidão


Machuca-me, atormenta-me...
Não sei!
Ao certo, penso que essa dor é passageira
Toda dor vem, traz consigo o pesar e ao ir embora leva um pouco de nós 
A renovação vem com o tempo, da solidão escondida...

Aquela solidão escolhida por mim para curar minhas dores
Não aquela que mesmo cercada de pessoas, não vejo nenhuma ao meu lado
Ah! Dessa solidão quero fugir
Apesar de ser impossivel, pois a cada ano que passa, vivencio tal momento em algum dia vulnerável da minha vida.

Essa sensação, quase incompleta, que me fere
Mas completar? Não sei como...
Gostaria de saber.
Talvez, se....Ah deixa pra lá!
Companhia existe pra quem acredita que somos seres incompletos
Mas pra mim esse complemento não se trata de companhia.

Trata-se de algo mais, não alguém que me complete
Mas quero alguém que adicione a felicidade no que já esta completo em meu ser.
Alguem que não me roube a solidão
Mas que inclua-se em todos os momentos e esteja nos meus pensamentos, mesmo quando a solidão quiser bater a minha porta.
Por enquanto, estarei na solidão, mas viverei meus dias sem essa tal vulnerabilidade
Esperando quem sabe a companhia ideal para viver comigo esses anos...


P.A

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Aquela presença inevitável

Estava no medo

Que mesmo ausente

Não cedeu na solidão daquela lembrança tão latente...


P.A

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sou..


... o crepúsculo da noite
Que ninguém viu

Sou o grão de areia
Que ninguém notou

Sou a brisa da tarde
Que ninguém sentiu

Sou o sol da manhã 
Que ninguém tomou

Sou aquele sorriso no rosto
Que por vergonha, alguém escondeu

Sou aquela sensação gostosa
Que por medo de sentir, alguém evitou

Sou aqueles pensamentos
Que por mais que você temesse, lembrou

Sou aquele futuro próximo
que ninguém realizou

Sou o passado não vivido
Que alguém recorda

Sou o presente embutido
Que alguém não gosta

Sou aquela pessoa
Que fez, faz e fará

Sou também os seus medos
Que às vezes evitou para não mostrar.

Sou sua luta, sua conquista, sua comemoração

Sou aquela pessoa que te faz dormir na escuridão

Sou a música que não foi escrita por refrão

Sou apenas no mundo, mais um coração.

P.A

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Sonhar um sonho bom!

E te ter nele, para com todo o estímulo que me tomo por falta.

J.R.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Se o que dizes a meu respeito fosse verdade
Não haveria o porquê de repeti-lás tantas vezes
Provar o improvável é impossível
Afinal, queres convencer aos outros ou a ti mesmo de tuas mentiras?

P.A

domingo, 15 de novembro de 2009

Mas acaso me queiras resumida...
Cala-me a boca com o uso da tua!

J.R.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Possibilidades...


Há momentos em nossa vida que precisamos de alguém, queremos ter por perto uma mão amiga, um abraço apertado, mas, sinceramente, não sei! Sinto-me tão dona de mim que, às vezes, não necessito ser dona dos outros. Amo minha liberdade, mas amo também amar alguém, ser amada. Entretanto, continuo não sabendo o porquê dessa necessidade abstrata, que, por tantas vezes se torna concreta. Sem delongas, acho que o melhor a fazer é tomar minha ansiedade por satisfação e a espera...
Bem... A espera, que espere um pouco mais.

Não vou me abster por um simples capricho do coração que quer e quer agora. Tenho prioridades de escolha e seleção de sentimento, creio que não é necessário tomar dos outros os momentos que preciso tomar de mim. Não tenho paciência para drama nem, muito menos, para episódio de horrores circenses, no qual não sabemos quem é o mais palhaço da história, simplesmente, por engrenar um relacionamento sem consciência íntima de verdadeiras impressões amorosas. Viver do superficial não rola, baby!

Sou mais profunda, mais amável, mais estável. Não sou de oscilações de humor, odeio o entusiástico, desprezo o desprezível. Gosto de ter os pés no chão, mas quero sentir minhas emoções flutuarem. Então, pra que ir em busca do que pode ser encontrado a qualquer momento? Pra que ansiedade no que se pode esperar? O bom dessa espera é esperar, relaxar e não ligar, o que é bom há de vir e o que é pra ser nosso há de ser. Cara metade não sei se existe, mas um olhar que faça meu coração disparar, isso eu sei que há, afinal, tudo é questão de possibilidades...


P.A

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Coisas


Às vezes pareço não gostar da maneira como constas histórias. De todas aquelas delongas que fazes, dos esquecimentos das palavras e, consequentemente, da interrupção que isso acarreta.

Às vezes teu poder descritivo me tira o juízo. Porque acredito não ser tão importante assim ouvir os detalhes até mesmo de um pedregulho que enfrentastes durante tua travessia de volta pra casa. Sempre vejo formas um pouco mais objetivoas de fazer narrações e histórias diversas.

Às vezes acredito que percebes que meu pensamento vai longe quando delongas. Acredito que entendas que na verdade penso em outras paragens. Mas aí então percebo que continuas a narrar animadamente o teu cotidiano. E que na verdade meus olhos não se desprenderam de ti, nem sequer da tua atenção.

Às vezes imagino se o meu dia também a ti parece assim tão desinteressante quando ouso narrá-lo. Mas aí então sou surpreendida por alguma de tuas perguntas curiosas e vejo teus olhos brilhando quando se sente satisfeito com minha resposta. E é aí que me sinto suja e indigna da atenção que a mim devotas.

-Sinceramente é incrível como pequenos detalhes podem definir o rumo de uma relação.
-É... realmente.
J.R.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu


Verdade seja dita! Jamais imaginei encontrar alguém assim

Com esse encanto que levanta minha auto estima

E com esse jeito que enriquece minha vida.

Não falo do físico atraente ou da inteligência sem igual

Porque, isso, vejo muito em cada esquina

Mas falo de uma personalidade extremamente linda.

Não falo de uma nova paixão nem muito menos de amizade

Falo de algo menos superficial e mais leal

Não, também, não falo de nenhum animal.

Por favor, não pense besteira a respeito desse assunto

O que falo não se trata de modéstia

Mas verdade seja dita, eu sou um máximo e isso não se contesta.

Se agora descobriu de quem se trata, por favor, não fique espantado

Não acho que seja soberba, porém é sempre bom ser a primeira opção

Amar-se, antes de tudo, não é ser arrogante, e sim, questão de opinião!

P.A

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ah...

A grande pergunta é se o amor nasceu mesmo para mim.
Passou a ser a pergunta do dia, muito provavelmente pode ser condecorada como a pergunta da semana e é bem capaz de o ano acabar e ainda estar com ela a martelar.
Tem milhares de coisas na vida que com o passar dos dias, ou do tempo incontável, você passa a sentir falta. Sentir falta do amor é para quem já teve um amor.
É para quem já viveu incontidos momentos e até mesmo para quem viveu só uma raspinha de intimidade. Que chegou a ser tocante.
Para as boas e más línguas que tenho por conhecimento amar é sinônimo da entrega. Mas já que ninguém nunca me explicou a espécie ou a intensidade da entrega eu caracterizo simplesmente como... entrega!
Pois bem... Pode acoplar aquele beijo de cinco minutos naquele conhecido. Ou aquele beijo dado por quem você conheceu a um tempo de cinco munitos. Não importa.
Dentre os muitos falatórios todos já amaram por alguns instantes. E mesmo assim ainda tratam de amor como sinônimo de permanência e bem durável. Como se nunca tivessem deixado de querer o que queriam muito há cinco minutos atrás!
Nunca me contaram que amar, às vezes, não é o suficiente. Nunca me disseram que de repente se notar inteiramente na vidade do outro é a medida certa. Nunca me disseram nada de nada... Mas sempre ouví que razão é o bicho desconhecido da linha de sentimento. Seja para bem, seja para mal. Sempre ouví falar de casais felizes que parece que duram uma eternidade sem fim. O que parece é que sempre esqueceram de perguntar quantas águas rolaram até se chegar lá. Verdade seja dita, sempre há de ter amores e desamores em graus de proporcionalidade nem sempre fáceis de medir. E quem é que duvida?
Acho que em verdade aquilo que falta é uma questão de estilo. Porque cada um tem o seu tipo que chama a atenção, obriga o olhar a involuntariamente seguir com a cabeça, que maneja ações nada planejadas, etc e tal. Seja por cinco minutos no desconhecido, seja por uma noite, seja por meses, seja por anos. Porque às vezes, quando menos se espera se está assim: de mala e cuia na vida do outro!

J.R.